O presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro, declarou no evento "Energy Summit 2006", nesta terça-feira (25), que o setor nuclear vai precisar de pelo menos 15 mil megawatts (MW) até 2030 para poder manter a participação na matriz energética para os próximos anos. De acordo com ele, a estatal está realizando um estudo que prevê esta necessidade, levando em conta um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) semelhante ao obtido até o ano passado.
Othon Pinheiro declarou que, apesar de conservador, este cenário é de grande responsabilidade. Ele acredita também que o potencial hidrelétrico ainda é a principal opção de geração de energia no Brasil, mas que a energia nuclear é uma opção importante. Pinheiro comparou o mercado energético ao mercado financeiro. Segundo ele, os investidores precisam confiar em diferentes formas de investir para evitar volatilidade no mercado.
O presidente da estatal, que esteve presente ao Energy Summit, também anunciou que a decisão sobre Angra III deverá ser "em breve", mas ele não deu datas definidas. Ele explicou que uma decisão sobre a retomada da usina só não foi feita antes porque o custo ainda não estava dentro da modicidade tarifária.
Ainda de acordo com o presidente da Eletronuclear, a participação da energia nuclear na matriz é de 2,2%, mas nas usinas térmicas, essa participação é de 30%. Ele defendeu também a obrigatoriedade dos projetos nucleares trabalharem com o fornecimento de pelo menos 70% do material secundário proveniente da empresas brasileiras. Pinheiro explicou que os Estados Unidos, trabalharam com oito forencedores diferentes e isso trouxe problemas à produção nuclear norte-americana.
Geradores de vapor
Othon Luiz Pinehiro declarou também que até 2008 deverá estar concluída a troca dos geradores de vapor da usina nuclear de Angra I. Esta reforma deverá custar em torno de US$ 62 milhões à empresa. |