| A falta de diretrizes claras e definidas tanto para a atuação do setor privado quanto para a atuação do Estado no setor energético do País foi tema de debate na segunda parte do XVII Congresso Nacional dos Executivos de Finanças - CONEF, que está sendo realizado no Rio de Janeiro.
Para a executiva Elena Landau, o excesso de tributos e a intervenção do governo no setor elétrico contribuem, de forma decisiva, para o afastamento dos investidores. O diretor da Aneel, Edivaldo Santana, concordou com Landau e lembrou que "algo em torno de 45% do total do custo da energia elétrica correspondem aos tributos". Landau disse ainda que o setor privado atua mais na distribuição devido a um erro no que diz respeito às privatizações no setor elétrico, que não atingiram o setor de geração de energia.
"É preciso criar um ambiente atraente para o setor privado", acrescentou Cláudio Salles, da Câmara Brasileira de Investidores em energia Elétrica – CBIEE, ao reforçar a importância do papel do governo e das agências reguladoras nesta questão. Salles explicou que o setor elétrico no Brasil necessita de US$ 18 bilhões em investimentos, durante uma década, e que o setor público não tem condições de bancar isto sozinho. "Mesmo porque o governo não pode abrir mão de investir na área social", disse ele, acrescentando que a demora na aquisição das licenças ambientais e a falta de transparência na divulgação dos custos nos leilões são pontos que prejudicam os investimentos. |