Até 2015, o Brasil estará energeticamente integrado. A afirmação é do diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Mário Santos, que participou hoje do Congresso Internacional da Comissão de Integração Energética Regional (CIER), no Rio de Janeiro. "Basta fazermos um linhão para Manaus até 2010 ou 2012. Se interligarmos Manaus, o resto é fácil. Até 2015 todo país estará interligado, inclusive o sistema isolado", disse.
De acordo com Santos, desde que o sistema elétrico brasileiro começou a ser concebido de forma integrada, há 25 anos, o País teve ganhos de energia de 25%, o que proporcionou uma economia de R$ 68 bilhões. Atualmente, os projetos de integração geram um aumento de mercado que permite um faturamento anual de R$ 8 bilhões.
Baseado na experiência brasileira, Santos disse que uma integração dos países sul-americanos só será possível se houver um efetivo esforço político nesse sentido. "Existe a necessidade de um arcabouço legal-regulatório extra-nacional, que deve ser patrocinado pelos governos". Para o diretor, o Brasil está preparado para essa integração continental, contudo, é preciso que se priorize a segurança energética do conjunto, a partir de uma harmonização dos procedimentos de operação, em vez de apenas se unificar os mercados.
O diretor do ONS considera a transmissão como a melhor forma para se integrar os países sul-americanos. Segundo ele, desde que o Operador foi criado, em 1998, até o ano passado, a extensão de linhas de transmissão no País cresceu de 63,9 mil quilômetros para 77,5 mil quilômetros. A estimativa é de que, com os próximos leilões, a rede seja ampliada para 87 mil quilômetros em 2007. |