04/10/2004
Parque térmico brasileiro consumirá 50 milhões de metros cúbicos de gás até 2007
Alexandre Canazio

O parque térmico brasileiro deverá consumir 50 milhões de metros cúbicos diários de gás até 2007, e até 2010 poderão ser 117 milhões de metros cúbicos/dia. Serão vinte e seis termelétricas em funcionamento. As previsões foram feitas pela ministra de Minas e Energia Dilma Rousseff, durante o encerramento do primeiro dia da Rio Oil&Gas Conference, que acontece até 7 de outubro no Riocentro, no Rio de Janeiro.

A ministra citou as recentes descobertas de campos de gás pela Petrobras para justificar suas previsões: com início de produção previsto para janeiro de 2009, o Campo de Mexilhão (bloco BS-400), na Bacia de Santos, receberá investimentos de US$ 1 bilhão (R$ 2,9 bilhões); já o bloco BS-500 tem previsão de produção para junho de 2009, com investimentos na fase de conclusão de exploração de US$ 289 milhões (R$ 809,2 milhões).

Segundo a ministra, a participação das termelétricas a gás na expansão do parque gerador nacional é crescente nos últimos anos, e está acontecendo uma combinação do mercado de gás com o mercado hidroelétrico, o que é ideal para o País.

A ministra disse que o Governo está aproveitando que o Brasil tem uma matriz hidroelétrica para criar um mercado secundário de gás natural, que "vai beneficiar a indústria brasileira, vai gerar mais renda e emprego e, ao mesmo tempo, vai beneficiar o consumidor porque ele não terá que pagar mais caro por uma reserva de gás não usada." O gás, nessa hipótese, só seria usado quando houvesse uma demanda maior que a oferta por parte das hidrelétricas. O gás poderia ser usado como fonte principal apenas no setor primário que não pode ter o fornecimento interrompido.

Regras
O marco regulatório do setor de gás incluirá a garantia do abastecimento e a modicidade tarifária. Segundo a ministra, não há um prazo para divulgação das novas regras do setor que antes de serem colocadas em prática, só depois de uma discussão com os investidores.

Para Dilma Rousseff, o mercado brasileiro de gás é "muito incipiente", a primeira vez que o Brasil passou a usar o gás como matriz energética foi em 2000. Por isso, o mercado não tinha sua própria regulação.

 

 

 

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